De Gabriel Garcia Marquez

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.”

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Fiat Lux, por Fernando Molina

Dizem que a transposição de algo que estava no pensamento para o plano que chamam de “realidade” tem nome. Chama-se manifestação.

É mais ou menos assim: tudo existe, antes, no pensamento. Um prédio, um bolo de chocolate, uma música. Antes de ganharem “corpo” e habitarem nossa “realidade”, essas coisas todas existem em nosso pensamento.


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Brasil rumo ao Hexacampeonato, por Luciano Campello

Deu início ao espetáculo, Brasil rumo ao Hexacampeonato. Ano de copa tudo é festa, os brasileiros começam a se organizar, bandeiras são vistas no alto dos prédios e todas as torcidas se tornam uma só. Dunga foi muito criticado com a escalação dos jogadores, mas agora não tem volta: é ganhar ou ganhar. Os amistosos trouxeram esperança, o Brasil foi bem nos jogos e tem tudo para trazer a taça.
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O caso “Metrô”, por Rúbia Gondim

Natural de Londres, pontual, seguro e confortável. Por ele passam todos os dias crianças, idosos, cegos, estagiários, bandidos, jovens bêbados… Conhecido como Subway, Underground, U-Bahn, T-bana, e no Brasil como metrô. Uma mistura da sociedade dividida em vagões. Escolha certa de quem tem pressa. O metrô veio para agilizar a vida das pessoas; torná-la prática. Além de evitar engarrafamentos quilométricos, transporta milhares de pessoas todos os dias. Milhares de vidas. Mas o que essas vidas carregam? Milhares de quê elas pensam e levam nos minutos corridos que passam trancadas ao lado de desconhecidos?
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Eutanásia, por Rúbia Gondim

Suicídio assistido

Conhecida como “morte sem dor”, a eutanásia é uma forma de abreviar a vida de pessoas que sofrem de alguma doença incurável. Pacientes que já não aguentam mais as dores de tratamentos exagerados para se manterem vivos – certas vezes respirando por meio de aparelhos – optam por esta saída, mas sem sucesso, visto que não é permitido judicialmente.

Existem alguns tipos de eutanásia, dois deles, os mais conhecidos, são: a eutanásia voluntária e a involuntária, onde na primeira o paciente se mostra a favor da decisão (normalmente é ele quem pede por isso) e no segundo caso o paciente não se manifesta (geralmente porque já não consegue responder por si).

Atualmente a eutanásia é considerada crime na maior parte do mundo – pois vai contra princípios religiosos, éticos e jurídicos. Os pacientes terminais que são a favor da prática não têm outra opção, além de se conformar com as leis vigentes ou fazer manifestações. Parentes e médicos nada podem fazer a respeito.
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O caso dos trabalhadores braçais, por Flávio Neponucena

Canteiro de obra ao lado do Conjunto Habitacional Lúcio Costa

Determinismos

Desde tempos idos, o trabalho braçal foi o meio pelo qual os escravos realizavam suas tarefas. A principal forma para tornar-se escravo era determinada biologicamente: o indivíduo, tão-só, tinha de ser negro. Atualmente, o indivíduo tem baixa escolaridade e, em sua maioria, origem nordestina, mas não é necessariamente escravo e sua cor não é um pré-requisito para que adentre ao universo da construção civil, apesar de ter como ferramenta de trabalho a força que provém de seus braços. Tal determinismo intelectual e geográfico é a realidade do pedreiro, do carpinteiro, vulgarmente denominados como “peões-de-obra”. Comparar essa classe de trabalhadores com escravos é apenas uma maneira de explanar a rotina árdua e cansativa e a degradação física a qual são submetidos.
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Educação, a melhor forma de reabilitação, por Luciano Campello

Quem passa pelo CAJE (Centro de Atendimento Juvenil Especializado), ver muros altos e arames farpados cobrindo todo o centro. Agentes prisionais vigiam para que nada fuja dos seus olhos. O CAJE funciona como Centro de Reabilitação de Menores Infratores, meninos que cometeram crimes e pagam suas penas de forma mais humanizada, ou, pelo menos, deveria ser assim.
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