Tão breve quanto o Sábado, por Rúbia Gondim

Eram 11:59 de um Sábado a noite. A lua estava cheia. A casa estava vazia e silenciosa. O cachorro dormia. E ela pensava. Ela, a Menina de olhos assustados, estava sentada em sua cama com mil pensamentos, totalmente perdida dentro de si. Não queria mais lembrar da lua da noite anterior e decidiu fechar os olhos e imaginar o sol. Dormiu.

Na frente de um lago, com o céu azul e limpo, com a brisa soprando leve, a Menina abriu seus braços e esboçou um sorriso para os Deuses, Orixás, Estrelas do infinito, pra Mãe e pro Pai de todos os santos. Não importava qual divindade existia, o importante era sorrir em agradecimento ao dia. Mais um dia. Bom. Muito bom.

Abaixou seus braços e abriu os olhos. Tudo que viu do céu foram as estrelas de neon na parede de seu quarto. Era um sonho. O tempo inteiro imagens feitas pela sua cabeça. Apenas um sonho.

Levantou. Fez café e fumou um cigarro. Esperou Domingo nascer para começar a odiar Segunda. Fez anotações em seu velho livro de lembranças e voltou para o velho jogo de sorrir.

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Um bar, digo, um LUGAR de amigos. Puxe a cadeira, puxe papo, puxe saco! Estamos aqui pra isso.
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